Publicado por: fma2009 | Janeiro 19, 2009

Uma perspectiva sobre o 5º FMA: Prof.Francisco Ferreira

Iniciamos uma rubrica no blog dedicada à divulgação de artigos que relatam a perspectiva pessoal de algumas individualidades do sector do Ambiente em Portugal sobre o próximo Fórum Mundial da Água. O Prof. Francisco Ferreira, Professor Auxiliar da Universidade Nova de Lisboa, doutorado em Engenharia do Ambiente, dá-nos a honra do seu contributo para o artigo inaugural.

“São apenas oito mas deveriam marcar as políticas internacionais e de ajuda ao desenvolvimento – os objectivos do milénio das Nações Unidas, aprovados em 2000 e presentes numa declaração com a mesma denominação são porventura dos maiores desafios à escala mundial para assegurar uma qualidade de vida mínima da maioria das populações.


Um dos objectivos é até 2015, reduzir para metade a proporção de pessoas sem acesso a água potável. Actualmente, mil milhões de pessoas não têm acesso a água para consumo e 2,4 mil milhões a saneamento adequado. Para se atingir esta meta, e com o crescimento da população, é necessário progredir a um ritmo de assegurar o abastecimento de água potável de 274 mil pessoas por dia até 2015, ritmo este verdadeiramente impressionante.


A Cimeira da Terra em Joanesburgo em 2002 reforçou a noção das políticas relacionadas com a água estarem no centro da discussão de um desenvolvimento sustentável e que é urgente passar do conhecimento à acção, com responsabilidades grandes de ajuda por parte dos países desenvolvidos. A complexidade é porém ainda maior dado o risco acrescido causado por outros problemas ambientais globais como as alterações climáticas.


O 5º Fórum Mundial da Água a ter lugar em Março em Istambul é assim mais uma oportunidade de diagnóstico, de partilha, de avaliação, de compromisso político e social. Para Portugal este encontro mundial tem de ser acompanhado de um maior protagonismo sobre as políticas relacionadas com a água e o continuar de uma reflexão que tem de envolver mais a sociedade, sobre o estado e a gestão dos nossos recursos hídricos. O acesso à água é felizmente já encarado como um direito humano. Mas mesmo para o nosso país, o acesso, o uso, o custo da água, são temas que merecem uma maior atenção e discussão e por isso não se pode perder mais esta possibilidade.”

Francisco Ferreiraff


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